terça-feira, 18 de setembro de 2012

Reflexões sobre Educação..

Boa noite a todos!! Lya Luft é uma autora que sempre tem algo interessante e importante a dizer. Sempre algo que nos traz reflexões e discussões que não se atém somente a seu texto, mas à vida como um todo. O tema educar, que está sendo proposto, tem sido abordado de maneira ampla e é sempre tema de pauta de algum veículo, seja midiático ou não. Métodos, técnicas, maneiras, pontos de vista, teorias, enfim...sempre permeando a questão educação e como educar. No que diz respeito a educação nas escolas, as formas de educar, a relação professor/aluno, vai muito mais além do que discussões teóricas e metodológicas. Creio que uma boa escola seria uma escola justa. Desde o início, a educação foi e continua sendo privilégio daqueles que "podem". Aqui, o verbo poder utilizado de maneira a entender o poder que está na mãe de quem tem o domínio econômico, político e social. É claro que, com o passar dos anos, tivemos muitos avanços, e ainda estamos conquistando, principalmente no Brasil, grandes vitórias na área educacional, porém, longe ainda do modelo que seria o ideal de uma escola. E acredito que o modelo ideal não significa um prédio luxuosamente e pedagogicamente arquitetado, com todo o design e todo o conforto que possa estar disponível, com todo o tipo de tecnologias e aparelhos de última geração, com os materiais didáticos mais caros. Acredito que uma escola justa seria aquela em que diferentes classes sociais pudessem conviver e aprender e assim, construir conhecimentos e trocar informações, de maneira que todos estivessem no mesmo "nível", se é que o ser humano deve ser classificado em níveis! O que vemos hoje, são escolas divididas em "setores" da sociedade, onde cada "classe" social convive com seu semelhante, falando dos mesmos assuntos, aprendendo sobre aquilo que vai ser ensinado sempre, da mesma forma, e desconhecendo por completo, uma outra realidade distante de seus olhos, aquela que contrasta com sua própria realidade. É comum se falar em intercâmbio cultural, onde jovens (de classe média/alta), são inseridos em programas para estudar fora do país, conhecer outras culturas, que geralmente são em países que chamamos de "desenvolvidos". Acredito que isto seja válido, mas não o suficiente, não "o tudo". Conhecer novas culturas seria conhecer "todo" o tipo de cultura, não é sinônimo de conhecer o circuito "Europa-USA". Quem quer de fato conhecer culturas, deseja conhecer Europa, USA, continente africano, nordeste do Brasil, tribos indígenas do alto Xingu, favelas de São Paulo,os morros do Rio de Janeiro, comunidades ribeirinhas do Amazonas, e por aí vai...A educação no Brasil ainda é sinônimo de status, infelizmente. Por outro lado, as escolas públicas, apesar do grande avanço, ainda oferecem menos que o esperado, que o necessário em termos intelectuais para nossas crianças e jovens. É claro, que aí já entra uma outra questão, o sistema. Que aliás, diga-se de passagem, não é muito interessado em que a grande massa popular alcance o conhecimento, a informação, a não ser aquela que realmente precisa ser conhecida, e nada mais que isso. Como cita a autora, o undo é competitivo. Mas se considerarmos que somente alcança o prêmio, o troféu, quem está melhor preparado. De maneira nenhuma, nascer em família abastada garante ter inteligência intelectual e emocional para se preparar para a vida. Mas, podemos dizer que, algumas ferramentas estão disponíveis para aqueles que a conhecem e que tem condições de obtê-las, e em termos de educação, sabemos também que uma parcela pequena da população encontraram este caminho. Por outro lado, acho que a mídia pode contribuir enormemente para a educação. Mas atualmente, infelizmente também vemos muitos exemplos de uma campanha midiática para a "deseducação", em vários segmentos: a música, a literatura, os programas de tv, rádios, enfim...valores trocados. Estamos hoje diante de uma mídia que mudou o formato do que era o artista pelo que hoje é a celebridade, por exemplo. A música que antes era poesia, hoje passou a ser a apologia ao crime, ao sexo banalizado e ao uso/comércio de entorpecentes. Personagens antes admirados pela sua intelectualidade, inteligência, talento e ações nobres, hoje são endeusadas por seus corpos perfeitos. Então, a questão é, que tipo de personalidade as crianças e jovens desenvolvem hoje? Que tipo de projeção elas fazem para o futuro, onde seus ídolos se tornaram o traficante que governa a comunidade e tem sua vida retratada no cinema, ou a prostituta que enriquece agora com sua obra literária, ou o jogador de futebol que financia o crime em consideração a seus amigos de infância? São estes e outros desafios que o educador deve estar preparado para enfrentar e ainda assim, utilizar tudo a favor de seu trabalho, tentando extrair o melhor de seus alunos e convertendo informações em formas de conhecimento e saber. Uma escola onde pessoas são vistas como pessoas, um sistema de ensino onde seres humanos não são sinônimos de sobrenomes importantes e condições sociais, seria o ideal. Onde o educador fosse tratado com a importância que lhe é devida, sem precisar interromper sua jornada de trabalho anual para formar pelotões e entrar em guerra contra o sistema, reivindicando aquilo que lhe seria de direito. Computadores, lousas digitais, máquinas, modernos equipamentos, instalações luxuosas são meros detalhes, quando o principal seriam valores como dignidade, respeito, disciplina, senso crítico, e por que não dizer, alegria em tudo o que se fizer e descobri junto, tanto educadores, quanto educandos, quando se entender que o conhecimento é algo que deve ser descoberto e compartilhado Texto extraído do trabalho de Psicologia da Educação Pedagogia - 1o. semestre Autora: Vania Carmen de Jesus Reis

Olá, pessoal!!!

Já faz muito tempo que passei por aqui!!! A casinha da árvore tava abandonada...mas, passei pra fazer uma faxina, tirar as folhas e agora tá novinha em folha. Pretendo passar sempre por aqui agora. Meu objetivo é aqui é que possamos bater um gostoso papo sobre tudo: comportamento, reflexões, desabafos e sobre tudo o mais que vocês quiserem, podemos falar. Claro que sempre com muito critério, ok? Ah, aqui só não pretendo falar de trabalho, tá?! é um local pra relaxar e trocar idéias. Estarei também postando temas novos com mais frequência e fotos também. Aliás, precisamos dar uma cara nova ao blog, não é? Aguardo sugestões, críticas (elogios, é claro!)e enfim...Comentem sempre!! Beijos a todos! Vania Carmen.

sábado, 27 de agosto de 2011

Desculpe-nos o transtorno...Estamos em construção!!

É comum se deparar com esse tipo de frase todas as vezes que topamos com uma obra, seja ela construção ou reforma, ou algum tipo de reparo, de qualquer que seja a ordem. Obras, sempre geram grandes transtornos, já por isso, o aviso de advertência. Por mais discreta que seja, sempre vai haver poeira, sujeira, quebra-quebra, muito barulho, e sem contar, as estranhas aparências e os entulhos gerados.
Da mesma forma acontece quando passamos por reforma ou construções na nossa alma.
Tenho vivido um período de construção. E para que isso aconteça, primeiro é necessário a desconstrução: sinto como se todo o meu eu estivesse ruído. As marteladas do dia-a-dia, quebram incessantemente meus conceitos, crenças, sentimentos, enfim...sinto-me muitas vezes, como um grande entulho. Como toda a obra que se preze, esses entulhos vão aparecendo cada vez em maior volume, causando transtorno a quem estiver do lado. As crises são como grandes pedaços de blocos e tijolos, incomodando e, em algum momento, correndo o risco de acertar quem estiver por perto.
Na verdade, sinto-em obrigada a colocar a mostra a famosa mensagem: "Desculpe-nos o transtorno". E quantos transtornos não tenho causado, ainda que sutilmente, ainda que sem a menor intenção de o fazê-lo, a quem está do lado, e porque não dizer, a quem eu mais amo.
Olho pra dentro de mim e vejo nada mais que uma estrutura sem forma e totalmente inacabada. Nada mais que entulhos caídos pelo chão.
Mas...apesar de toda essa bagunça, sei que existe um responsável, um planejamento que está minuciosamente sendo calculado a meu respeito. O Engenheiro que assina a planta é alguém totalmente apto e experiente em fazer obras desse tipo.
Após esse período de demolição, vem agora a fase da construção do alicerce, e com isso, uma nova estrutura se levanta, dando início a uma grande e linda obra. Afinal de contas, O Construtor sabe o tempo exato em que levará para completar seu projeto e quais os materiais necessários para usar até que tudo fique pronto. Até lá, terei que passar por todas as fases, sendo trabalhada nos mínimos detalhes, até que tudo fique pronto. E com certeza, não sobrará nenhum vestígio do que se pareça com a construção antiga, por que Ele mesmo diz "Eis que farei novas todas as coisas...".
Até lá, tudo estará em seu devido lugar. Por enquanto, DESCULPE-NOS O TRANSTORNO. ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO!".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Esperança, combustível para a alma.

"Assim como imagina a tua alma, assim é". Interessante essa fala de Salomão em seu livro de Provérbios (cap.23v.7). Embora ele tenha usado em outro contexto, tenho olhado pra essas palavras por um outro prisma: assim como imagina a tua alma, assim como tudo o que você pensa a seu respeito, assim como tudo o que você sente e acredita em relação a si mesmo, assim será, e assim se torna.
Quando eu me deixo levar pelas desilusões e frustrações do meu coração e sigo acreditando que nada mais terá sentido, que nada mais tem jeito, seja por qual motivo for, a tendência é acumular dentro de mim sentimentos de derrotas e tristezas, como se minha vida não valesse absolutamente nada. Mas, quando eu tenho a consciência de quem sou em Cristo, do valor da obra redentora da cruz,algo se renova dentro de mim, e a esperança, como uma espécie de combustível, traz refrigério e alívio.
Lembre-se sempre: assim como imagina a tua alma, assim é...então, pense nisso!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nunca é tarde para recomeçar !!!...

Ainda me lembro de uma tarde de abril de 1995, quando entrei na sala de ballet do Conservatório de Cubatão, tão decidida a tomar aquela atitute, como talvez nunca antes na minha vida. Aos dezessete anos de idade, eu não era o tipo de peessoa que tomava decisões, nem tampouco atitudes radicais. Mas aquele dia, minha vida tinha mudado completamente. Entrei na sala cheia de alunas, em horário de aula, com as professoras todas lá, e tão firme como nunca na minha vida, disse em alto e bom som: "Vim prá dizer que estou desistindo do ballet...Jesus está me chamando...!!!".
Mais de 15 anos depois, me vejo aqui, aos 34 anos, retornando a um dos ofícios mais prazerosos que uma pessoa pode ter na vida: a dança. Realmente não imaginava que o chamado de Jesus pra minha vida tomaria esta proporção, e desembocaria em caminhos tão desconhecidos pra mim.
Hoje, aos 34 anos, retomei as aulas de dança, e agora, muito mais intensamente que antes. Com muita alegria, enfrento as adversidades do tempo; dores, cãimbras, cansaço, falta de resistência, falta de ar, o peso do corpo, enfim...mas nada disso tem sido impecilho pra vencer os obstáculos e superar as dificuldades. Através disto, Deus tem me ensinado muitas coisas, sobretudo, o que ele já havia dito no livro de Isaías, que "seus pensamentos não são os nossos pensamentos, nem seus caminhos, como os nossos caminhos".
Recomeçar do ponto onde paramos, é no mínimo, uma experiência renovadora.
Para você, que deixou seu sonho adormecer, recomendo o mesmo...
Feliz recomeço!!!

domingo, 25 de julho de 2010

Na semana passada levantou-se uma polêmica em todo o país, com o anúncio de um novo projeto de lei assinado pelo presidente Lula. Este, sugere a aprovação pelo congresso de uma lei que proíbe castigos corporais em crianças e adolescentes. Isto causou um certo alvoroço e, porque não dizer, um certo "pânico" nas mães de plantão. Uma amiga minha, mãe de uma menininha de quase 3 anos, cheia de "saúde e disposição", me contou a novidade, apavorada, e se perguntando "E agora?".
Na verdade, mesmo não sendo mãe, me preocupo a respeito disto. A questão é realmente muito séria: toda a lei que proíbe castigos corporais deveria ser muito bem vinda, pois sabemos dos milhares de crianças que são espancadas, humilhadas e violentadas todos os dias pelo país afora, infelizmente. Por outro lado, há que se discutir até onde se pode poder os métodos de educação que cada pai e mãe escolhe para educar seus filhos.
Bom, é verdade que eu ainda não sou mãe, mas...entendo que há uma diferença entre "criar" um filho e "educar" um filho. Vivemos dias em que o princípio de autoridade está se perdendo, ou melhor dizendo, se invertendo. É muito comum encontrar-mos crianças ainda pequenas que manipulam a situação da casa, enquanto os pais, passivamente obedecem. Por outro lado, sabemos que muitos pais ou mães, em situação sócio-econômica precária, descontam suas frustrações espancando seus filhos. O que não pode acontecer, é sairmos de um extremo para cairmos no outro.
Há 20 anos criou-se o ECA (Estatuto da criança e do Adolescente), que parecia ser uma grande vitória no avanço da sociedade. Hoje, colhemos os frutos disto: adolescentes pós graduados no crime, bandidos profissionais cometendo crimes hediondos e totalmente impunes, porque são "di menor" e não "pega nada", pois a lei (ECA) os protege. Provavelmente, os menores infratores de hoje, são as crianças que não foram censuradas ou não tiveram a correção dos pais ontem. Resultado de pais omissos e permissivos.
A própria Bíblia nos orienta a corrigir os filhos "com a vara". É claro, que isto não precisa ser literal. Alías, castigo corporal nem é necessário se a criança entender quem é a autoridade e a quem ela deve obedecer.
Espero que as coisas não se invertam, e ao invés de se criar leis que punam infratores, se criem mecanismos de punir donas de casa que tentam impor limites em seus filhos.

domingo, 18 de julho de 2010

Quanto você vale?

Valor...Palavra que pode representar muitas coisas.
Geralmente, e ultimamente, muito usada para tentar medir a quantidade de algo para se obter o que se deseja. No mais comum, palavra que mensura quantidade de dinheiro para se conquistar algo (ou alguém).
E por falar em dinheiro, o vil metal, o mal necessário, ou como a Bíblia diz, "a raiz de todos os males (I Timóteo 6:10)", este parece ser o que realmente tem regido o humanidade, ultimamente com muito mais forças do que nunca.
O amor ao dinheiro e ao que as pessoas errónea e iludidamente chamam de poder, infelizmente tem ditado regras, comportamentos e até caráteres no que chamamos de sociedade.
Trocando em miúdos, vivemos dias em que você literalmente VALE O QUE VOCÊ PESA, ou seja, você é o que você tem, ou melhor dizendo, o QUANTO você tem. E isto, já vem desde a fundação do mundo, desde o jardim do Éden, com a queda do Homem (Gênesis 3:1-6), quando a serpente iludiu a Eva, e depois a Adão, oferecendo a eles do fruto que "o tornariam iguais a Deus", ou seja, o que os atraiu não foi o dinheiro, a questão monetária, mas a possibilidade de obter "vantagens", para aquilo que eles julgaram que poderia ser atingível: ser igual a Deus. Para eles, naquele momento, foi a primeira oportunidade de praticar o desejo de cobiça ou até mesmo, porque não dizer, ganância.
A verdade é que, estamos vivendo dias maus, numa sociedade em que se valoriza ou não alguém pela etiqueta de roupa que se veste, pela maca do calçado que se usa, pelo bairro em que se mora, pela quantidade de dinheiro que se consegue ter, não importando como se ganha, o mais relevante mesmo, é que se tenha. Ficaram para traz os dias em que o ser humano era amado, pelo que se é. Hoje, você pode muito bem frequentar as rodas da chamada "alta sociedade", pode ter muitos "amigos", ter carros confortáveis ou até mesmo luxuosos, ser reconhecido e admirado por tantos...basta que você esteja inserido no esquema que o mundo apresenta: ter o máximo de dinheiro que você conseguir obter, independente da origem deste. O nível de status que você vai conseguir, depende do tipo de comunidade a que você pertence: bairros nobres, praias, escola, trabalho, igreja, família, periferia, enfim...A que grupo você pertence?
Não sei você. Mas eu pertenço ao grupo dos que valem muito pouco, porque não consegui encontrar ainda o baú cheio de tesouros, nem o pote de ouro do fim do arco-íris, aliás, o meu grupo é ainda dos bem piores, por que os que não têm dinheiro e ainda por cima também não têm emprego, são os que, segundo a visão deste mundo, valem menos ainda.
Mas...se você é como eu, nem tudo está perdido! Existe uma outra alternativa: não deste mundo, porque aqui, nada irá mudar! Contudo, alguém um dia entregou o que tinha de mais precioso, todo o seu tesouro pela minha vida, pela sua e por todos aqueles que aceitarem esta verdade. Sim, Jesus Cristo, que se entregou em morte de cruz, morrendo como criminoso, sem ao menos te sido pecador, para que através desta morte, pudéssemos ter a vida eterna.
Aliás, esta é a minha esperança, a vida eterna! Durmo e acordo todos os dias, aguardando o momento da redenção, por que para onde eu vou, realmente não preciso de dinheiro, nem de casa, nem de caro, nem de perfumes importados, tão pouco de roupas de grifes assinadas pelos estilistas famosos. Para onde eu vou, eu só preciso levar o que eu consegui ser durante toda esta vida. E este, é o legado que se leva: o que se é, não o que se tem. O meu valor não se mede pela quantidade de dinheiro da minha conta bancária. O meu valor é correspondente a litros de sangue derramados numa cruz de madeira.
E você? Quanto você vale?